miércoles, enero 31, 2007

Morre aos 89 anos o escritor Sidney Sheldon

Tenho que confessar que li muuuitos livros dele na minha adolescencia. Achava o máximo o papel da mulher heroína, que sempre dava a volta por cima depois de tudo e acabava sempre com um final perfeito: podre de rica, bela e com o principe azul. Ahh e também li muitas Julias, Sabrinas e todas aquelas telenovelas romanticas que se vendem em bancas de jornais, quase sempre 2x1, baratinhas, mesmo.
Qdo entrei na Faculdade tava numa fase super cult e tinha a maior vengonha de dizer que tinha lido todos esses livros trashs, enquanto alguns amigos já tinham lido toda a coleçao do Machado de Assis. Mas tudo mudou no terceiro ano quando meu professor de Produçao Editorial chegou um dia na classe e perguntou quem, sinceramente e sem mentir, nunca tinha lido um Sidney Sheldon na vida??? Confesso que sou péssima para mentir e comecei a ficar vermelha tentando segurar o riso, me denunciando ainda mais. Até hoje na estante lá da minha casa no Brasil tenho alguns livros seus. Só que desta vez estao arquivados na sala, com a cultura general, e nao no meu quarto. Já nao é mais por vergonha nao, é só que o Jose Saramago detesta ficar entre algum "gringo" e passa os anos mais contente ao lado do seu conterraneo Fernando Pessoa. Sorry, Sidney.

martes, enero 30, 2007

Procura-se material bloggero para aulas de portugues

Queridos amigos essa semana começo minhas aulas de portugues para uma mexicana super gente boa... Queria muito usar alguns textos de voces (Dani, Ju, Argentino, Fabi, amigos dos amigos...) para as aulas de compreensao de texto.
Posso? posso? Por favor, por favor, por favor...

E também vou sugerir-la que entre em nossos blogs. Assim já ficam avisados de algum estranho comentário surgido do nada..

viernes, enero 26, 2007

Aulas de portunhol

E ligou uma amiga dizendo que a sua sobrinha está estudando para ser diplomata e que necessita saber, nem que seja o básico, a nossa língua portuguesa. To pensando seriamente e acho que vou me atrever a ensinar-la. O que vai sair disso, quem sabe? Mas será uma otima oportunidade para praticar a minha língua... E dizem que o problema do portugues nao sao as regras, mas suas excessões.

lunes, enero 22, 2007

Fenix (atualizado)

Fechou a porta e não olhou para trás. Pegou as duas malas e uma surrada mochila do extinto Banco Nacional. Jogou as chaves da casa no vão da janela, sem olhar para dentro. Partiu. Sozinho. Acompanhado de si mesmo. Muitas desilusões. Um segundo casamento fracassado, sem filhos, uma carrera insípida, uma vida medíocre e tantos desejos suicidados... Foi ao terminal de onibus e comprou o primeiro bilhete que encontrou no primeiro guiche que chegou.

Dormiu todo o caminho... Horas, dias, semanas, como se o corpo não respondesse mais a alma e essa dominasse tudo. "Ponto final, chegamos!" Aonde cheguei, que importa agora? O único que queria era não ser ninguém, ser um a mais, um desconhecido. Viveria na rua, fazendo bicos de pintor, ajudante, carpinteiro. Seria possivel comecar de novo, poderia ter uma segunda chance? Já nao tinha mais seus 20 e pouco anos, já estava com 41. E cada dia mais e mais cansado. Esgotado do podre consumismo, do dinheiro, do materialismo, das religioes.

Renascer das cinzas. Morrer muitas vezes. Se sentir vivo. Só faltava a coragem de começar novamente. Foi pensando nisso que começou a sentir-se mais leve, com uma estranha força que não sentia há tempos. Revirou os bolsos da calça e encontrou 25 reais em monedas. Nao comeu todo o caminho e o estomago começava a queixar-se. Deixou as malas na rodoviária. Perguntou a uma criança se tinha alguma padaria ali perto, ela disse que sim, virando a direita e à esquerda e seguindo reto. “Debe ser mentira.” Mas que diabos! Nao importava, ele tinha tempo e uma caminhada cairia bem.

Depois de 15 minutos chegou na padaria. Com mais fome. O lugar era simples, antigo. Um senhor com barba ruiva, bochechas vermelhas e com dois dentes na frente pregunta o que vou querer. “Um pao na chapa.. aliás dois, nao, tres e um café com leite. “Tres “pao na chapa” grita ao chapero. O neguinho no fundo, com largo sorriso, responde “é para já meu rei”. Achou engraçado a expressao e sorriu. Fazia tampo que nao sorria assim, espontáneo. Comeu com um certo prazer, pagou e saiu.

Ninguém nunca mais soube do seu paradeiro.

As ex - mulheres só sentiram sua falta depois de 15 dias, quando comecaram as cobranzas de contas nao pagas. Ligaram na casa dos seus pais e ninguém sabia de nada “provavelmente está dormindo na casa de algum amigo”, “mas ele nao tem amigos”, “nao se preocupe que uma hora aparece” e nao falaram mais disso. Seguiram com as suas miséraveis vidas. No inicio se lembravam dele, do quanto era calado, sisudo, frio. Depois de um tempo era como se nunca tivesse estado ali.

E foram todos infelizes para sempre.

miércoles, enero 17, 2007

Este blogger est una mer...

Galera.. o meu computador está rebelde e nao me deixa atualizar este blog...

viernes, enero 05, 2007

Fenix

Fechou a porta e não olhou para trás. Pegou as duas malas e uma mochila e partiu. Jogou as chaves da casa no vão da janela, sem olhar para dentro. Partiu. Sozinho. Acompanhado de si mesmo. Muitas desilusoes. Um segundo casamento fracassado, uma carrera insípida, uma vida medíocre e tantos desejos suicidados...

Foi ao terminal de onibus e comprou o primeiro bilhete que encontrou no primeiro guiche que chegou. Dormiu todo o caminho... horas, dias, semanas, como se o corpo não respondesse mais a alma e essa dominasse todo. "Ponto final, chegamos!"

Aonde cheguei, que importa agora? O único que queria era não ser ninguém, um a mais, um desconhecido. Viveria na rua, fazendo bicos de pintor, ajudante, carpinteiro. Foi pensando nisso que começou a sentir-se mais leve, com uma estranha força que não sentia há tempos.

Renascer das cinzas. Morrer muitas vezes. Se sentir vivo. Só faltava a coragem de começar novamente.

martes, enero 02, 2007

Coisas inesperadas

E sem esperar nada, recebo a ligaçao de uma brasileira de Manaus, casada com um mexicano, para passar o Ano Novo na sua casa, junto com outros conterraneos. Falei 5.000 mil palavras por segundo. Comi vatapá, pao de queijo e enchi a cara de vinho tinto.

(... e depois fiz a puta cagada de mesclar com vinho branco ... )

Nada é perfeito. C´est la vie!