O tempo.
O tempo que passamos como as pessoas que amamos. O tempo que dedicamos a ligar (ou retornar) a ligação a aquelas pessoas que realmente valem a pena. O tempo que se pára pensando no e se..., naqueles momentos de pensamento fugaz ao tomar um café, um vinho ou mesmo um copo de água, sozinho, acompanhado ou em grupo.
Tenho 6 anos fora do Brasil. E todas as vezes que ligo pra casa é quase sempre a mesma pergunta: pq. voce nao volta? E a resposta uma variável de: nao sei, pode ser, quem sabe, vamos ver... Quero voltar, mas tb. sinto que ainda tenho que resolver umas coisas antes de.
É, eu to divagando... Sim, como sempre, podem dizer. Mas hoje é diferente. Porque consegui sentar aqui e tento escrever, sacar algo, tento amenizar a dor que foi (esta sendo), perder uma amiga quase no dia do meu aniversario. Tento em vão, nunca conseguirei terminar bem este post.
Pára o mundo que eu quero descer.
Ontem foi o velório. Estive lá, 5 horas sem falar, desejando o silencio, pensando nela, nos momentos juntas, nas conversas fiadas, nas gargalhadas, nos porres de vinho e piña colada... E ve-la ali, naquele cajon... tremendo choque. Mas o legal mesmo foi quando chegaram os mariachis. Eu chorava e ria ao mesmo tempo, porque, sim, absolutamente com certeza ela amou isso!
Encontros e Despedidas
Composição: M. Nascimento E F. Brant
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida