Hoje o dia comecou como outro qualquer. Abri o negocio às 11 e o primeiro cliente entrou às 13:00 "Vai ser um laaargo e insosso dia... e ainda é quarta-feira, ai deus!".
Como de costume abro o meus emails... E vejo, surpresa, a mensagem de um amigo muito distante. E esse amigo, que nao costumava escrever mais do que duas linhas, surpreendentemente, me escreveu como seis parágrafos!
E o dia mudou completamente.
Acho que receber um email de um amigo ou de uma amiga é uma das coisas que sempre, sempre animam o meu dia. Quando estive no Canadá a minha irma me escrevia a cada dois dia querendo saber de tudo. E o mais bacana é que ela me contava tudinho do Brasil. Tudo mesmo, nos minimos detalhes, desde que saiu para ir al Shopping com a minha mae e até o que resolveram comer. Ela sempre foi uma ótima contadora de histórias. Quando eu perdia algum capitulo de algum seriado que curtia, era só chegar em casa q ela me contava dialógo por dialógo, cena por cena, tudo tao perfeito que era como se tivesse assistido. Livros, entao? Já li muitos através da minha irma sem nunca ter-los tocado. E os amigos tb. me escreviam mais. Em média 3 ou 4 emails por dia.
Depois de um certo tempo, como é compreensivel, os emails foram diminuindo de dois por semana a um a cada quinze dias, depois a cada mes, até se tornar algo raro. Converso com muitos pelo MSN mas nao é o mesmo. Um email é aquela carta que a gente guarda para ficar relendo depois. E que pode ser acessada de qq. lugar. A única pessoa do meu mundo que ainda me manda cartas é a minha mae. E sao jóias raras, verdadeiras antiguidades! Tenho quatro cartas dela desde que sai do Brasil. Já as reli como umas 500 vezes e as letras ja comecam a tornar-se borrosas e o papel já nao querendo aguentar o tempo. Sua última carta mencionava coisas de quem está envelhecendo e de que o meu lugar é ali. Inevitável as lágrimas.
Se aprende muito viver fora do seu país. Demasiado. Se aprende a amar mais a familia, a valorizar a educacao que te deram. Aprende a respeitar mais o espaço que os amigos devem ter. A valorizar as duas linhas que um amigo te escreve. A reconhecer que errei com muitas pessoas. Que nao disse o que tinha que dizer naquele momento. E que disse muito mais quando nao deveria. Que acertei em reconhecer o enemigo, mas errei ao descobrir novos amigos. Que nao me permiti em muitas coisas ser eu mesma, mas que sempre chorei sincera num ombro amigo.
Enfim, saí do Brasil para abraçar o mundo. Nao abracei. Nao fui muito longe.
Acho que receber um email de um amigo ou de uma amiga é uma das coisas que sempre, sempre animam o meu dia. Quando estive no Canadá a minha irma me escrevia a cada dois dia querendo saber de tudo. E o mais bacana é que ela me contava tudinho do Brasil. Tudo mesmo, nos minimos detalhes, desde que saiu para ir al Shopping com a minha mae e até o que resolveram comer. Ela sempre foi uma ótima contadora de histórias. Quando eu perdia algum capitulo de algum seriado que curtia, era só chegar em casa q ela me contava dialógo por dialógo, cena por cena, tudo tao perfeito que era como se tivesse assistido. Livros, entao? Já li muitos através da minha irma sem nunca ter-los tocado. E os amigos tb. me escreviam mais. Em média 3 ou 4 emails por dia.
Depois de um certo tempo, como é compreensivel, os emails foram diminuindo de dois por semana a um a cada quinze dias, depois a cada mes, até se tornar algo raro. Converso com muitos pelo MSN mas nao é o mesmo. Um email é aquela carta que a gente guarda para ficar relendo depois. E que pode ser acessada de qq. lugar. A única pessoa do meu mundo que ainda me manda cartas é a minha mae. E sao jóias raras, verdadeiras antiguidades! Tenho quatro cartas dela desde que sai do Brasil. Já as reli como umas 500 vezes e as letras ja comecam a tornar-se borrosas e o papel já nao querendo aguentar o tempo. Sua última carta mencionava coisas de quem está envelhecendo e de que o meu lugar é ali. Inevitável as lágrimas.
Se aprende muito viver fora do seu país. Demasiado. Se aprende a amar mais a familia, a valorizar a educacao que te deram. Aprende a respeitar mais o espaço que os amigos devem ter. A valorizar as duas linhas que um amigo te escreve. A reconhecer que errei com muitas pessoas. Que nao disse o que tinha que dizer naquele momento. E que disse muito mais quando nao deveria. Que acertei em reconhecer o enemigo, mas errei ao descobrir novos amigos. Que nao me permiti em muitas coisas ser eu mesma, mas que sempre chorei sincera num ombro amigo.
Enfim, saí do Brasil para abraçar o mundo. Nao abracei. Nao fui muito longe.
Mas descobri que posso ser uma pessoa melhor.
7 Comments:
vc? uma pessoa melhor? hahahahahahahahahahahaa. Epa, melhor eu parar por aqui senão vai dar mais que dois parágrafos e vc começará a chorar de novo? E aí? Parou de chorar? Não? Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutz
Que bonito! Adorava escrever cartas também...pena que se ternou "espécie em extinção"!
Gostei do texto e da forma como terminou! A gente esquece de parar pra pensar na vida...
Dani, só vou te perdoar pq. sei que no fundo no fundo vc. tá com ciúmes porque a sua mamae-judía só deixava recadinhos dizendo que a comidinha tava no microondas para esquentar e comer..
Uff!
(Buáááááááááááá´!!!)
tádinho russinha, agora você tocou fundo na ferida!!! (hehehehe)
os recadinhos ficavam ainda na geladeira, presos a um imã ou da Hellmans ou da batatinha do McDonalds! E era muito bom!
hahahahhah...vc falou da sua irmã....caracas...ela conta tudo nos mínimos detalhes mesmo...agora imagine ela me detalhando o casamento dela....kkkkkkkkkkkkkk...tornou-se uma pessoa melhor? que coisa linda esse final né? beijos
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