Faz dias que estou para atualizar o meu blog. Tenho idéias, acontecimentos. E antes de começar a colocar isso no papel, vou dar uma olhadinha nos blogs dos amigos (Dani, Fabi, Argentino, Ju), saber o que anda passando por aqueles lados. E depois de ver tanto texto bacana, tao bem escrito e articulado, perco o tesao de escrever aqui. E sei que nao deberia passar isso. Afinal de contas, é o MEU blog, meu espaço, meu sem-estilo, meu portuñol. Voces nao imaginam o quanto necessito este espaço. Porque a cada dia sonho mais em espanhol e aos poucos vou esquecendo palavras em portugues. Outro dia falando com a minha irma pelo telefone, perguntei como se chamava aquela roupa que se usa no inverno, que é de couro,( a palavra chamarra nao saía da minha cabeça), como se chama mesmo?? A Monica nao sabia o que fazer no meio de tanta surpresa, e disse: jaqueta, Má? Iiiisssooo mesmo! Nossa, jaqueta, nunca ia lembrar!
O mais difícil é tentar levar uma vida que se funde entre o ser e estar. No Brasil ia ao cinema sozinha, super feliz, e ninguém notava a minha presença. Aqui é impossível. Esperando cinco minutos na fila para entrar, alguém sempre me pergunta "Voce nao é daqui, é?", tento parecer simpática, mas seca, respondo que nao, e ai perguntam de onde sou, e quando escutam Brasil, o meu prazer solitário se converte em um desanimo total. Eu já pintei os meus cabelos, e nem isso amenizou.
Outro dia estava lendo um texto do Argentino sobre ser funcionario, chefe ou dono do seu próprio negócio.. e me lembrei da minha época proletariada... devo estar ficando louca mesmo, mas era mais divertido ser mandada que mandar. Sair depois do trabalho para um happy hour, um chopinho, falar mal do chefe, do trampo, do salário... Digo ao Lalo que agora eu sou o alvo, pq. meus funciónarios saem quase todos os dias para beber, e, certamente, falam mal de mim (e que divertido deve ser!). O mesmo às vezes passa, de falarmos mal do empleado. Mas nao tem graça nenhuma, acreditem. Quero exigir deles o que exigia de mim, qdo tinha 19 anos, e fica cada dia mais difícil perceber que a geraçao de hoje, daqui do México, é muito diferente.
A conclusao é que estou mesmo velha, notório quando te tratam por senhora ou tia. Até aí posso suportar. Complicado é a falta de respeito, a única coisa que ganhamos com o passar dos tempos (será mesmo?). Como sempre, este texto nao chegará a lugar algum, como qq. masturbaçao mental, que alivia a tensao, mas o problema sigue ali...
A conclusao é que estou mesmo velha, notório quando te tratam por senhora ou tia. Até aí posso suportar. Complicado é a falta de respeito, a única coisa que ganhamos com o passar dos tempos (será mesmo?). Como sempre, este texto nao chegará a lugar algum, como qq. masturbaçao mental, que alivia a tensao, mas o problema sigue ali...
2 Comments:
o importante foi ter voltado. e em grande estilo, seja ele em portugues, portunhol ou espanhol! gostei!
ôta, mas você falou de mim eu fico até sem jeito... buenas, pelas banda de cá eu também envelheço acreditando em mudança e luz. Não se proteja da escrita. Aproveite que isso aqui é seu e soca a bota.
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