lunes, octubre 23, 2006

Ok, ok, não é cultura inútil ... é super interessante!



"Tudo começou como um jogo de amigos. Durante o verão de 1816, numa viagem que o escritor Percy Shelley e a sua mulher Mary fizeram à Suiça, entraram em contato com o célebre poeta lord Byron. Um tempo chuvoso e desagradável impediu qualquer possibilidade de sair, e então se reuniram para ler histórias de fantasmas. Byron teve uma idéia: que cada um dos presentes escrevesse um relato deste tipo.
O livro de Mary-Shelley - que foi publicado em 1818 - se convertiu en uma das narrativas de horror mais famosas de todos os tempos: Frankenstein. La história de uma criatura feita de restos humanos, que volta a vida para questionar o seu criador e tomar vingança pela crueldade do seu destino, foi lida, recriada e representada desde então."

Monstros plásticos

Ademas das implicações filosóficas sobre la essencia do ser humano na obra de Shelley fez surgir outras indagações, como os limites da medicina e da ciencia. Os experimentos com o ser humano, a clonação, por exemplo, são uma amostra destes limites.
Se vamos a uma nível mais frívolo, temos uma versão contemporanea do monstro. Com a extenuante busca pela juventude e beleza, onde homens e mulheres se submetem as cirurgias cada vez mais sofisticadas para lograr o seu objetivo. Olhos abertos como pizza, narizes pequenas e respingadas ao extremo de parecer mais contatos de eletricidades, lábios cheios de colágenos, peles aclaradas com substancias incertas. A gente deixa de parecer-se a si mesma e se uniforma em um modelo cada vez menos humano, a base de plásticos e silicones em cores pasteis. Verdadeiros bonecos de uma perfeita mentira. Michael Jackson é a prova final.

5 Comments:

db said...

Frankenstein dá uma série de discussões. Desde mostrando o preconceito das pessoas com o diferente, a discussão do clone, a discussão do feio podado pela sociedade e ainda, sendo mais detalhista, o nome do sujeito era judaico, numa época onde o anti-semitismo não era crime, era norma

FAFÁ said...

Cultura bem útil. Este livro é sensacional! E não é pq o abelhudo acima é o meu marido, concordo com ele, dá para viajaaaarrrr nas idéias contidas nele

db said...

abelhudo? vai dormir na casa da mãe ou vou precisar mostrar a ferroada?

db said...

preferia o frankenstein da turma da mônica

Anónimo said...

O MIchael perdeu a oportunidade de ser o maior ícone pop de todos sos tempos, por que sucumbiu aquela autofagia bizarra. Ah, puta honra estar do lado nos bloguinhos que vc indica. Valeu.